terça-feira, 24 de junho de 2014

CRIATIVIDADE NOS TAL 2014 (2º BIMESTRE)

Nos Trabalhos de Análise Literária (TAL) deste 2º bimestre, um dos cartazes se destacou. Trata-se de uma ilustração pensada, e toda concebida através de colagens, pelos alunos Eduardo, Letícia e Maria Isabel, do 2ºA para o livro "O Cortiço", de Aluísio de Azevedo.


Porta-voz do trio, Maria explicou como exploraram a figura da personagem João Romão, proprietário do Cortiço:
"No centro de tudo, temos a imagem do personagem principal da história, João Romão. Cada uma dessas áreas em volta dele representa algo relacionado ao enredo. A área vermelha representa a luxúria. A área verde, com colagens de folhas, representa os terrenos em que ele construiu a sua estalagem. A parte com recorte de rostos de pessoas representa os moradores do Cortiço. A área com recorte de textos e desenhos de cifrões representa os títulos financeiros e a ganância de João Romão. Logo depois temos uma parte com recortes de prédios, casas, janelas e móveis, representando as casinhas do Cortiço. A parte amarela foi feita com sobras de papel, mas é mais conveniente ilustrar a pedreira que ficava no terreno aos fundos da estalagem. A área azul representa as lavadeiras, que no princípio eram maioria no Cortiço. A área com colagem de comidas e bebidas representa a venda de João Romão, que foi o seu primeiro negócio.
Confesso que levou bastante tempo e noites em claro para colar todos esses papéis, mas no fim, fiquei satisfeita com o resultado."

Todos ficamos. Muito bem, gente!

segunda-feira, 23 de junho de 2014

RAINHAS DO CORDEL - ANOS I E II: TEXTOS DESTAQUE

O Brasil segue na Copa, segue o projeto Rainhas do Cordel. 
Nesta semana, divulgaremos os cordéis produzidos pelo 1ºA, do Colégio Paulina Borsari! Nos anos anteriores, diferentes encaminhamentos resultaram em composições bastante interessantes. Dentre elas, destacaram-se "A Promessa", em 2012, e "Amor de Mãe", em 2013. Compartilhamos novamente aqui, confira!
 ***E vale o aviso: A experiência dos anos anteriores resultou em narrativas incríveis, que teremos imenso prazer e orgulho em socializar, agora, em 2014.*** 

Clique sobre os títulos e leia os cordéis:

A PROMESSA (2012)

AMOR DE MÃE (2013)

sábado, 21 de junho de 2014

FINAIS INESQUECÍVEIS - "VAMOS À HISTÓRIA DOS SUBÚRBIOS"

"E bem, qualquer que seja a solução, uma coisa fica, e é a suma das sumas, ou o resto dos restos, a saber, que a minha primeira amiga e o meu maior amigo, tão extremosos ambos e tão queridos também, quis o destino que acabassem juntando-se e enganando-me... A terra lhes seja leve! Vamos à História dos Subúrbios."

Meta inicial esboçada pela personagem Bento Santiago, da obra "Dom Casmurro", de Machado de Assis, a organização da História dos Subúrbios é interrompida pela longa narrativa na qual ele tentou "atar as duas pontas de sua vida, e restaurar na velhice a adolescência". Tendo feito isso, o Casmurro se sente "livre" para, enfim, registrar a história dos subúrbios do Rio de Janeiro. Que possamos, de igual modo e quando necessário, encerrar etapas, eliminar pendências e 'tocar a vida'. 

"Vamos à História dos Subúrbios".

terça-feira, 17 de junho de 2014

ORAÇÃO PARA O BRASIL GANHAR A COPA. ESSA É FORTE!



“Pai nosso, brasileiro de Chapadão do céu, venha a nós e traga sal, picanha e pimenta-do-reino. Seja feita a vossa vontade, e não a da FIFA, assim no gramado, como nos bastidores. O gol nosso de cada jogo nos dai hoje. Perdoai as nossas gracinhas, assim como nós perdoamos as de quem nos tem desgraçado ao longo da história. E não nos deixeis cair na tentação de aceitarmos comissão. Ah, néim”.

EBERTH VÊNCIO


quinta-feira, 12 de junho de 2014

Sublime

“Todas as manhãs ela deixa os sonhos na cama, acorda e põe sua roupa de viver.
Todas as manhãs ela caminha vagarosamente para pegar o ônibus que a levará para lugar nenhum, para ver ninguém.
E todas as manhãs ela imagina como serão as tardes, já sabendo a resposta, finge ser feliz assim todas as manhãs.
E todas as manhãs ela espera pela noite, ela espera assim arduamente para voltar para seu quarto, e ser triste.
É quando ela sente que está assim completa.
Completamente triste, mas completa.”

Clarice Lispector

quarta-feira, 11 de junho de 2014

RENDENDO-SE A DRUMMOND

A flor e a Náusea

Preso à minha classe e a algumas roupas,
vou de branco pela rua cinzenta.
Melancolias, mercadorias espreitam-me.
Devo seguir até o enjoo?
Posso, sem armas, revoltar-me?

Olhos sujos no relógio da torre:
Não, o tempo não chegou de completa justiça.
O tempo é ainda de fezes, maus poemas, alucinações e espera.

O tempo pobre, o poeta pobre
fundem-se no mesmo impasse.
Em vão me tento explicar, os muros são surdos.
Sob a pele das palavras há cifras e códigos.
O sol consola os doentes e não os renova.
As coisas. Que tristes são as coisas, consideradas sem ênfase.

Vomitar esse tédio sobre a cidade.
Quarenta anos e nenhum problema
resolvido, sequer colocado.
Nenhuma carta escrita nem recebida.
Todos os homens voltam para casa.
Estão menos livres mas levam jornais
e soletram o mundo, sabendo que o perdem.

Crimes da terra, como perdoá-los?
Tomei parte em muitos, outros escondi.
Alguns achei belos, foram publicados.
Crimes suaves, que ajudam a viver.
Ração diária de erro, distribuída em casa.
Os ferozes padeiros do mal.
Os ferozes leiteiros do mal.

Pôr fogo em tudo, inclusive em mim.
Ao menino de 1918 chamavam anarquista.
Porém meu ódio é o melhor de mim.
Com ele me salvo
e dou a poucos uma esperança mínima.

Uma flor nasceu na rua!
Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego.
Uma flor ainda desbotada
ilude a polícia, rompe o asfalto.
Façam completo silêncio, paralisem os negócios,
garanto que uma flor nasceu.



Carlos Drummond de Andrade